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INICIO DO TEST-FLY

Chegou enfim a hora que estávamos esperando! Vamos iniciar alguns testes com o conjunto usando o Flight Simulator 2004. O meu flight simulator roda em um antigo Pentium IV com 3 GHz, 1 Gb de RAM e placa de vídeo NVidia Ge-Force 6200 e sob o Windows XP. Não é um conjunto moderno, mas dá para se ter uma boa utilização no FS2004.

Inicialmente usei o B-737 default do FS 2004 para um rápido teste de modo a avaliar as características gerais do conjunto.

Conforme eu já havia previsto, o cockpit virtual fica extremamente fácil de ser usado, o que facilita muito tanto o táxi quanto o vôo em si. Fiz um circuito visual a 1500 ft de altura. A aeronave se comportou muito bem, sendo fácil de manter a altitude e velocidade. Os controles de flap e trem de fácil acesso tornaram bem agradável a pilotagem.


ilustração da aeronave B-737 default

Enfim, o “peso” dos controles, apesar de aparentar ser um pouco mais “leve” do que os jatos que estamos acostumados a voar na vida real, deu uma boa sensação de estarmos pilotando um jato comercial. No pouso tanto a operação dos reversos quanto os auto-spoilers funcionaram a contento.

O usuário deve tomar cuidado ao carregar a aeronave, de se certificar que a alavanca do trem de pouso esteja na posição DOWN e não em UP ou NEUTRAL para que o comando do trem corresponda ao da alavanca, do contrário corre o risco de fazer o vôo inteiro com o trem em baixo e na hora de pousar, acabar por recolhê-lo, com resultados um tanto quanto desastrosos...


ilustração B-727 Dreamfleet

Passei então para um modelo mais complexo, o Boeing 727 da Dreamfleet. Esta aeronave possui um refinado cockpit virtual, com várias funções executáveis a partir dele. Deixei a manete esquerda comandando os motores 1 e 2 enquanto a manete direita comandaria o motor 3 (esse ajuste foi feito via FSUIPC). Novamente a sensação de pilotagem é bem agradável e tanto vôos IFR quanto VFR são feitos com facilidade usando tanto o painel 2D quanto o 3D. Novamente no caso do ajuste dos flaps, o usuário tem que movimentar com bastante cuidado a alavanca para obter a posição desejada.

O taxi da aeronave no solo foi bem facilitado pelos pedais e especialmente pelo freio/potência diferenciais. Os ajustes de potência tanto na decolagem quanto no vôo de cruzeiro exigem uma certa "finesse", pois o movimento das manetes é relativamente sensível, mas com alguns vôos dá para se acostumar facilmente. Novamente executei uma aproximação visual usando o VC e o resultado foi excelente.

Depois testei o conjunto com o Fokker-100 da Digital Aviation. Como eu já havia voado o F-100 na vida real, fiquei curioso em saber como o conjunto se comportaria em uma aeronave que é famosa por suas excelentes características de vôo tanto na vida real quanto no modelo simulado para o FS2004 e o resultado foi muito bom.
Confirmo a impressão dos colegas “boeingueiros”  de que o manche está um pouco “leve” mas no geral a pilotagem fica muito agradável. Mesmo sendo uma aeronave bem complexa, não houve problema algum de compatibilidade entre o hardware e o software e tudo funcionou a contento. Executei uma aproximação VOR voando sem AP/FD/AT para avaliar a pilotagem manual básica e o resultado era o que eu já esperava. Operação fácil e intuitiva. Tanto em vôo quanto no solo.


ilustração Fokker-100 da Digital Aviation

Como há vários usuários que também gostam de voar aeronaves de pequeno porte, resolvi testar o conjunto com duas aeronaves a pistão. O primeiro deles foi o Cessna 421 da Dreamfleet. O segundo foi o famoso Douglas DC-3/C-47 do Mid Atlantic Air Museum, que é um dos modelos mais bem feitos e mais realistas deste clássico da aviação. Conforme eu já havia descrito, podemos adaptar (através do Flight SImulator) o pedestal de manetes para que o controle do speedbrake funcione como comando do passo da hélice. O comando de mistura teve que ser feito através do teclado, mas poderia ter sido usado o botão de trim up/trim down do pedestal de manetes ou até mesmo uma das manetes de potência caso o usuário voe um monomotor a pistão.

Conforme eu já havia descrito, podemos adaptar (através do Flight SImulator) o pedestal de manetes para que o controle do speedbrake funcione como comando do passo da hélice. O comando de mistura teve que ser feito através do teclado, mas poderia ter sido usado o botão de trim up/trim down do pedestal de manetes ou até mesmo uma das manetes de potência caso o usuário voe um monomotor a pistão.


ilustração do Cessna 421

O C-421 comportou-se bem em vôo, inclusive durante um monomotor logo após a decolagem da Ilha da Madeira, conforme pode ser visto na figura ao lado. Foi possível manter a aeronave voando em linha reta com comando de pedal, mesmo em baixas velocidades, tornando a experiência de voar em condição monomotor um “heavy twin” bem realista e gratificante. O comando de aileron ainda ficou um pouco mais leve do que eu gostaria. Com um pequeno ajuste na sensibilidade de aileron ficou melhor.

Chegou então a hora de testar o C-47. Eu estava bastante curioso a respeito do comportamento desta aeronave devido a uma característica bem peculiar deste tipo de avião. Ele não tem controle direcional da bequilha. O controle direcional da aeronave no táxi em solo é feito através de potência diferencial e principalmente através de frenagem diferencial. Apesar de ser uma das aeronaves com o melhor modelo de vôo e painel do FS2004, o seu uso se tornava um tanto quanto cansativo justamente por não dispor de potência e frenagem individuais. Seus problemas acabaram!!! Fiz vários testes de taxiamento com o C-47 e ele se comportou de maneira absolutamente impecável.


ilustração do C-47

Foi possível taxia-lo sem o mínimo esforço só usando a frenagem e a potência diferenciais proporcionadas pelo GS Pedal Classic USB e GS Throttl SE USB. O avião, que já era bom em vôo ficou excelente no solo. Isso, sem falar na comodidade de usar o excelente VC [virtual cockpit] desta aeronave.

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